Erro no uso do IMC Ainda é comum
muitos profissionais da área de saúde utilizarem
o cálculo de IMC e tabelas para classificarem o nível
de gordura corporal das pessoas, prática essa que pode
incorrer em erros principalmente em praticantes de atividades
físicas.
Por exemplo, se formos
usar o IMC no Arnold Schwarzenegger e usarmos essas tabelas
de IMC o classificaríamos como obeso. Isso seria um
absurdo, pois ele possuía em competição
menos de 10% de percentual de gordura. E até mesmos
em praticantes comuns erraremos muitas vezes, pois esses cálculos
não levam em consideração a massa muscular
da pessoa, corforme Heyward e Stolarczyk (2005).
Hoje em dia, mais do
que nunca, grande parte da população, principalmente
as mulheres, tenta de qualquer forma permanecer (ou ficar)
magra. Esse objetivo tem levado muitas pessoas a fazerem dietas
mirabolantes, o que que pode causar frustração
ou até mesmo morte por anorexia. Será que essa
padrão de magreza é o mais saudável?
"Já verifiquei que algumas mulheres que se julgavam
dentro dos padrões de peso corporal, como o IMC dentro
da normalidade, estavam gordas por apresentar um valor alto
de percentual de gordura; ao contrário de outras que
estavam acima do peso, com IMC alto, mas que apresentam melhores
valores de percentual de gordura, e maior valor de massa magra.
Valores esses ideais para uma melhor performance esportiva
e uma vida mais saudável", relata o avaliador
físico Flavio Lopez Zaniz (formado em Educação
física pela UCB (Universidade Católica de Brasília)).
O IMC apesar de ser
usado para classificar níveis de obesidade, deveria
ser feito somente nesse tipo de população, pois
em boa parte dos casos pode resultar em grandes erros. Portanto,
nossa preocupação não deveria ser com
o peso, mas sim como a quantidade de gordura corporal, ou
seja, a porcentagem dessa gordura em relação
ao peso corporal. A quantidade alta de gordura, e não
o peso, e a grande vilã de doenças cardíacas,
lipidemias, diabetes, etc. E essa porcentagem de gordura é
calculada pelo método de dobras cutâneas, utilizando
um adipômetro (compasso de dobras) e um protocolo (parâmetros
de medidas) conforme a idade, etnia, sexo, etc.
Portanto, é importante
a avaliação e a reavaliação com
um profissional de educação física formado
para uma melhor precisão das medidas realizadas. |